Pular para o conteúdo principal

Jovens e Trabalho: sobram exigências, faltam oportunidades


Vamos falar sobre a dificuldade em conseguir um empego e boas condições de trabalho.

Hoje, especialmente os jovens sofrem com isso. O mercado de trabalho exige uma experiência profissional que os mais jovens não têm. Experiência que poderiam adquirir se este mesmo mercado tivesse condições ou mesmo interesse em oferecer oportunidades.

Afirmamos que o mercado não têm condições porque a economia do país passa por dificuldades, geradas por erros e distorções na condução das políticas econômicas nos últimos anos. E dizemos que o mercado não têm interesse porque prefere apostar em alternativas que não valorizam as pessoas e sim os lucros, principalmente de grandes investidores, como a terceirização, contratação de trabalho temporário, e a desregulamentação das Leis Trabalhistas.

Sem contar o emprego cada vez maior do uso da automação, sem uma preocupação com a transição daquelas ocupações que estão perdendo a guerra na luta contra o mundo digital, gerando assim uma legião de desempregados.

O que falta, então? Faltam programas e políticas de geração de oportunidades de trabalho e recolocação profissional para a inclusão dos jovens no mercado de trabalho. Falta vontade política para uma mudança de rumos na economia que valorize o desenvolvimento sustentável, social e ambientalmente. Falta, principalmente, oferecer condições para a inclusão pela Educação. Inclusão que não tenha como objetivo apenas a orientação para a formação de mão de obra ou a mera geração de consumidores, mas que crie condições para o fortalecimento da autonomia e de uma verdadeira inserção social cidadã. Um país que não investe fortemente em educação e pesquisa científica não pode pretender ocupar um lugar de destaque entre as sociedades mais desenvolvidas.

É preciso, mais que nunca, acreditar na mudança e em políticas públicas que valorizem as pessoas. Acreditar em soluções através da Educação, e principalmente, acreditar no futuro a partir da potencialidade existente nos jovens. Esse é o rumo que queremos e precisamos tomar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crise econômica, descaso e falta de empregos no interior paulista

Como a crise econômica e falta de políticas de desenvolvimento estão impactando a vida dos moradores do interior paulista, principalmente os mais jovens.

Paulo VI: "Eu quero que ele seja bispo"

Em maio de 1966 a Igreja vivia fértil pelos primeiros anos dos "novos ares" trazidos pelo Concílio Vaticano II. Auge da guerra fria, o mundo experimentava um período de extrema polarização política e ideológica. Nesse contexto, a América Latina sofria um ataque sem precedentes de forças conservadoras que derrubariam governos democráticos e instalariam ditaduras civis e militares mergulhando o continente em um cenário de opressão, injustiças, perseguição política, tortura, mortes e desaparecimentos. O Brasil sofrera seu golpe dois anos antes, em 1964, e ainda enfrentaria mais duas décadas de absurdo autoritarismo. Paulo VI, pastor humano e compreensivo e homem atento às mazelas de seu tempo sabia o porque e da importância de sua escolha para São Paulo. Já naquele momento uma das maiores arquidioceses do mundo. O papa conhecia o trabalho e a ação pastoral do frei Paulo com os mais pobres e desassistidos na diocese de Petrópolis no RJ. Sabia da sua fidelidade ao Evang...

Lula, Amorim e a busca de uma política externa com protagonismo

O governo Lula, através de sua política externa conduzida principalmente pelo então chanceler Celso Amorim e por quadros de nossa diplomacia, esforçou-se por colocar o Brasil em lugar de maior destaque em termos globais, atendendo assim as expectativas de uma maior responsabilidade entre as nações de um país de dimensões continentais como o nosso. Foram anos de trabalho na tentativa inclusive de uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas que permitisse que organi smo de tamanha importância deixasse de ser refém de interesses do grupo restrito das cinco potências que hoje detém poder de veto em qualquer resolução que permita frear a escalada insana de conflitos armados pelo planeta. Rever o modelo de organização da ONU poderia ser um fator importante para que vidas de inocentes pudessem ser poupadas. Nenhum governo no mundo hoje trata de forma concreta desta questão.